Curso de Direito da UNC Mafra simula operação diplomática


  • 29 de Abril de 2026

A Universidade do Contestado (UNC) está comprometida com a formação integral e jornada de construção do conhecimento de seus acadêmicos. Para isso, utiliza-se de metodologias ativas de ensino, que estimulam a autonomia e o senso crítico dos estudantes, frente a situações reais de suas futuras trajetórias profissionais.

Os acadêmicos do Curso de Direito da UNC Mafra participaram de uma simulação na Disciplina de Direito Internacional Público, a qual foi intitulada "Operação Merídia". A atividade teve como objetivo proporcionar aos acadêmicos da 9ª fase o exercício prático da diplomacia multilateral e do manejo técnico da Carta das Nações Unidas.

A realização foi estruturada da seguinte maneira: a turma foi organizada em cinco grupos: o G1 (Ocidente), composto por EUA, França e Reino Unido; o G2 (Euroásia), representado por Rússia e China; o G3 (Mediadores), liderado pelo Brasil e composto pela Alemanha, Índia e Japão; o G4 (Litigantes 1), formado pela Federação de Kordônia e o G5 (Litigantes 2), pela República Marítima de Thalassa. Essa estrutura visou mimetizar a assimetria de poder no Sistema Global, opondo membros permanentes com poder de veto a Estados observadores e mediadores rotativos.

Durante a sessão, o Brasil e o grupo de mediadores (G3) assumiram o protagonismo na redação das propostas de resolução, atuando como o eixo de equilíbrio necessário para tentar converter o conflito armado em uma saída jurídica concertada. As discussões transitaram entre a necessidade de intervenção humanitária e a defesa da integridade territorial, forçando os alunos a confrontarem a teoria dos tratados com a realidade dos interesses nacionais das superpotências.

O dinamismo da sessão foi impulsionado por fatos novos que exigiram respostas rápidas das bancadas, testando a aplicação prática do Artigo 51 (legítima defesa) e do Capítulo VII, da Carta das Nações Unidas. Ao longo da atividade, os acadêmicos demonstraram intenso esforço diplomático, culminando na tentativa de aprovação de quatro resoluções distintas.

O encerramento da sessão, contudo, deu-se sem a promulgação de um documento final devido ao impasse sistêmico do poder de veto. A quarta e última tentativa de resolução foi rejeitada no momento decisivo: o bloco euroasiático não aceitou o item que exigia a retirada imediata das tropas da Kordônia, levando ao veto e à paralisia do conselho.

Este desfecho foi pedagogicamente importante, pois permitiu aos alunos vivenciar a real complexidade das relações internacionais, na qual a norma jurídica frequentemente colide com a soberania e os interesses geopolíticos. Diante da paralisia política, a situação foi encaminhada à jurisdição da Corte Internacional de Justiça (CIJ), encerrando a atividade com uma reflexão crítica sobre a eficácia dos mecanismos de segurança coletiva da ONU.

Com a simulação, os acadêmicos desenvolvem o raciocínio crítico, argumentação, interpretação e aplicação de tratados, negociação e diplomacia, entre outras habilidades que contribuem diretamente com sua formação profissional. Assim, a Universidade do Contestado reitera sua missão de construir e difundir conhecimento, seguindo sua visão de excelência em ensino, pesquisa e extensão.